Doença coronária e edêntulos

 

Pacientes com doenças cardiovasculares e edêntulos(sem os dentes) têm quase o dobro do risco de morte em relação às pessoas com dentição completa de acordo com estudo publicada no European Journal of Preventive Cardiology. O estudo realizado com mais de 15 000 pessoas de 39 países descobriu que os níveis de perda de dentes estão linearmente associada com uma crescente taxa de mortalidade.

Segundo  o autor principal do estudo Dr. Ola Vedin, cardiologista do Uppsala University Hospital e da Uppsala Clinical Research Center in Uppsala, Suécia,  a relação entre a saúde oral, particularmente  a periodontal e as doenças cardiovasculares tem recebido atenção crescente ao longo dos últimos 20 anos.
Este foi o primeiro estudo a avaliar a relação entre a perda de dentes com doença arterial coronaria (DAC). Os resultados são a partir de um sub-estudo, em que foram avaliados os efeitos do inibidor de Lp-PLA2 darapladib versus placebo em pacientes com (DAC). Os pacientes foram acompanhados durante uma média de 3,7 anos.
Durante o period de  acompanhamento houve 1 543 acidentes cardiovasculares graves, 705 mortes cardiovasculares, 1 120 mortes por causas diversas  e 301 enfartes.

Após o ajuste para fatores de risco cardiovascular e status sócio-econômico, as perda dentária foram associado a um risco aumentado de 6% de acidentes cardiovasculares graves, 17% de maior risco de morte cardiovascular, 16% aumento risco de morte por causas diversas e a 14% de aumento do risco de AVC.

Em comparação com pessoas com dentição completa e após o ajuste para fatores de risco e nível sócio-econômico, o grupo edêntulo tinha um risco acrescido de eventos cardiovasculares graves de 27%, 85% maior risco de morte cardiovascular, 81%  de maior risco de morte por causas diversas e 67%  de maior risco de AVC.
Segundo o  Dr. Vedin, este estudo observacional não pode concluir que a doença periodontal causa diretamente eventos adversos em pacientes cardíacos, mas a perda de dentes pode ser uma maneira fácil e barata para identificar pacientes com maior risco que precisam de esforços mais intensos de prevenção. Embora ainda não se possa aconselhar os pacientes a cuidar de seus dentes para reduzir o risco cardiovascular, os efeitos positivos da escovação e uso do fio dental estão bem estabelecidos.

Fonte: European Society of Cardiology

Anúncios

Saúde Bucal indica qualidade de vida.

86_cast_1_160121

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre sua posição nos âmbitos físico, psicológico, social e em relação ao ambiente. Pode-se afirmar que, no campo da saúde, ela pressupõe um equilíbrio físico e mental.

Diretamente ligada à saúde geral, a saúde bucal tem influência predominante na qualidade de vida das pessoas, desde o ponto de vista estético e problemas que acarretam diminuição do paladar até o impacto causado por desconforto ou dor.

Evidências demonstradas por diversos estudos recentes sugerem que uma boa higiene bucal é importante não só para manter a saúde da boca, mas também para contribuir para a saúde geral equilibrando doenças sistêmicas como diabetes.

A doença periodontal atua como fator de risco e agrava o diabetes mellitus diminuindo a qualidade de vida do paciente. É o que mostra um estudo da Faculdade de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, que teve como objetivo avaliar o impacto das doenças periodontais na qualidade de vida de pessoas portadoras de diabetes mellitus.

Realizada com 322 diabéticos, de ambos os gêneros, de 14 a 85 anos, a pesquisa confirmou o que já se suspeitava: 75% dos diabéticos apresentaram desconforto e piora na qualidade de vida e aqueles que ainda apresentavam periodontite leve a avançada relataram impactos ainda maiores, como incômodo durante a mastigação.

Os pesquisadores observaram que 35,2% dos avaliados foram classificados como tendo gengivite, 27,7% periodontite leve a moderada e 21,4% periodontite avançada. Os resultados indicam que é necessário o desenvolvimento de programas específicos e medidas educativas que minimizem os efeitos negativos da doença periodontal na qualidade de vida de indivíduos portadores de diabetes e colaboram para identificar as necessidades da população, especialmente para aprimorar a condição de cada paciente.

A relação entre diabetes e doença periodontal é bidirecional. Em pacientes que possuem diabetes, a doença periodontal passa a ter uma progressão mais rápida do que em pacientes não diabéticos. Por outro lado, a doença periodontal pode afetar o controle da diabetes. A presença da periodontite aumenta o risco de piora do controle glicêmico (Collin et al 1998; Taylor et al 1996), de complicação cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica (Thorstensson et al 1996) e morte por doença cardíaca isquêmica e nefropatia diabética (Saremi et al 2005).

Estudos que examinaram a relação entre as doenças indicaram que os diabéticos apresentam até 3 vezes mais risco de desenvolverem doença periodontal do que não diabéticos pois são mais suscetíveis às infecções bacterianas e geralmente possuem uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.

Foi comprovado também que o tratamento periodontal realizado em diabéticos é capaz de melhorar o controle metabólico destes pacientes. Por essa razão, esses pacientes devem ser incentivados a usar o fio dental regularmente e escovar os dentes com um creme dental que ofereça proteção antibacteriana, para prevenir e combater doenças periodontais.

Conclusão

A condição de saúde bucal interfere no cotidiano das pessoas e é influenciada pelos hábitos e cuidados que temos durante toda a vida. Mais do que um cartão de visitas, o sorriso está relacionado à saúde e a qualidade de vida dos indivíduos. Por isso, o diagnóstico precoce e o correto tratamento das doenças bucais são fundamentais para o bem estar.

Fonte:  http://www.colgateprofissional.com.br/

Saúde bucal e qualidade de vida

A saúde e a qualidade de vida andam de mãos dadas. Não é diferente quando o assunto está relacionado à saúde bucal.

A qualidade de vida está di­retamente relacionada com o estado de saúde. Os idosos apre­sentam ausência parcial ou total de dentes, e esta condição in­terfere na mastigação, fonação e na estética. Os alimentos não são processados corretamente, resultando em uma digestão insatisfatória, além de restringir a consistência dos alimentos, sendo mais adequados os alimentos líquidos e pastosos. Uma das funções dos dentes é de cortar e triturar os alimentos. Nesse momento, os alimentos são envolvidos pela saliva, que formará o bolo alimentar e, assim, dará início a primeira fase da diges­tão. Quando o paciente tem restabelecida sua oclusão com as próteses dentárias sua autoestima aumenta. A limitação na mas­tigação dos alimentos pela perda de dentes pode comprometer o processo de digestão, que resulta em problemas de saúde ge­ral. Dor de cabeça pode ser sintoma de desajuste da oclusão, principalmente pela falta de dentes, repercutindo no processo da mastigação e do humor do indivíduo. O profissional deve es­tar apto a realizar o correto diagnóstico e tratamento. Boa saúde bucal significa melhor convivência social, autoconfiança social. A maioria dos problemas bucais é passível de prevenção. Quan­do a saúde bucal está comprometida, resulta em desajustes que irão influenciar em todos os setores da vida. Dores, desconforto, insônias causadas por patologias bucais, tais como as doenças cárie e periodontal, erosões dentárias ou câncer bucal, refletem na saúde e nas atividades escolares e laborativas.