MODA DA ODONTOLOGIA ATUAL.

Estão muito na moda as lentes de contato dentais. São um procedimento estético onde são realizados mínimos desgastes no esmalte e são confeccionadas “capinhas” de porcelana pura , que são coladas ao dente, podendo melhorar muito a estética do sorriso. Fechamento de diastemas, mudanças  no formato dos dentes (correção de laterais conoides, por exemplo). Estão em todas as capas de revistas, muita gente fazendo, muito dentista ganhando dinheiro.

Mas vamos aos principais”incômodos” das lentes que nós, dentistas generalistas, temos observado:

COLORAÇÃO

Dentição permanente NÃO É BRANCA. “Nos diversos grupos dentários, existem variações de coloração. Os dentes incisivos tendem a uma coloração branco acinzentada, enquanto os pré-molares e molares se aproximam do amarelado. Os caninos, por serem dentes com a coroa clínica desenvolvida, são os que apresentam a tonalidade amarelada mais carregada. Outras variações de cor são devidas ao período etário. À medida que os dentes envelhecem, vão se tornando mais amarelados, independente da deposição de outras substâncias na superfície dentária” (PICOSSE, Milton, Anatomia Dentária). Isso quer dizer que DENTES ADULTOS NÃO SÃO BRANCOS, POIS O AMARELAR FAZ PARTE DO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO. Alguns profissionais têm trabalhado muito com essas lentes de contato, por vezes até com coroas em porcelana livre de metal, baseados numa brancura que não é normal para um ser humano adulto.

Gente, tá feio. Pessoas de mais de 20 anos desgastando esmalte sadio para colocar um elemento estranho ao corpo humano sem necessidade, somente pela mudança da cor para um branco OMO DUPLA AÇÃO. Não façam isso. Temos ótimos produtos para o clareamento que não causarão nenhum tipo de dano ou desgaste ao paciente podem, sim, mudar vários tons desse amarelado para uma cor mais próxima ao branco, sem perder a naturalidade. As lentes de contato são sim, uma ótima opção em alguns casos, desde que respeitadas as limitações que o corpo humano exige. A caraterização é um dos elementos mais importantes de um bom trabalho estético e deve ser compatível com a raça, o formato do rosto, os dentes presentes e a oclusão do paciente.

TAMANHO

Na confecção das lentes, em alguns casos, vemos as porcelanas ocupando um espaço entre as partes cervicais das coroas, acima do ponto de contato. A lente pode ser  feita de forma a fechar esse espaço para dar um formato mais quadrado ao dente, o que causará uma diferença entre o formato do rosto e o formato do dente. E faz diferença também na hora da higienização. Na confecção das lentes, se eventualmente elas passarem mais de 0,7 mm para dentro e invadirem a gengiva, pode não haver espaço para o uso do fio dental; e se ele não limpar tudo, o paciente começa a desenvolver gengivite. Se ela progredir, pode causar perda óssea e o dente perde sustentação.

OCLUSÃO

Na maioria das fotos de casos de lentes que tenho visto, o paciente não está em oclusão. Será que existe algum risco dessas porcelanas se chocarem e quebrar um pedacinho? Existem estudos em médio e/ou longo prazo  da durabilidade, estabilidade e resistência dessas lentes? Existe algum tipo de restrição a esses trabalhos protéticos depois de serem instalados?

Temos aqui dois modelos de trabalhos de porcelana. Percebam a diferença entre eles:

INDICAÇÃO

Nem todo mundo pode fazer lentes de contato dentais. Problemas de posicionamento da arcada, dentes cariados, doenças gengivais e o bruxismo impedem a confecção desse trabalho. Além do preço, que varia de R$2.000,00 a R$3.000,00 POR DENTE. Fora a manutenção delas.

Existem outras formas de conseguir uma estética agradável e harmoniosa com opções além das lentes de contato. Clareamento, restaurações estéticas, tratamento ortodôntico, facetas, coroas em porcelana… Procure um dentista de confiança e ele lhe dará as opções que te farão sorrir.

Fonte: http://odontodivas.com/

PERDA DE DENTES E SUAS CONSEQUÊNCIAS !!!

Olá a Todos !

Hoje quero mostrar como a perda de um elemento dentário gera uma série de problemas, não só estéticos mas como mastigatórios, e também as principais soluções para acabar com esse problema.

Podemos perder dentes de diferentes maneiras, através de traumas e acidentes e de maneira mais comum pela doença periodontal ou cárie. Nas duas últimas opções, um correto cuidado com a higiene dental e consultas de revisão podem impedir a perda de um dente.

Como mostrado nas ilustrações , quando perdemos um dente, ficamos com um espaço vazio em nossa arcada, deixando os dentes vizinhos sem ponto de apoio.

Sem este contato, os dentes proximais (vizinhos ao dente perdido) se aproximam e o dente antagonista (no caso o dente superior),  tende a descer, gerando um desarranjo que culminará em uma má oclusão, problemas mastigatórios e até dor na articulação.

Para restaurar a correta mastigação , temos algumas opções que vão desde a prótese removível até o uso de próteses fixas ou implantes.

Antigamente, para preencher este espaço, a prótese fixa era o tratamento mais apropriado. Para isto, prepara-se os dentes vizinhos ao espaço (“gasta” para receber a forma apropriada) e, após os devidos procedimentos, cimenta-se 3 coroas unidas sobre 2 dentes, como exemplificado na figura.

Uma solução atual e diferente é a instalação de implante. Por meio de cirurgia, um parafuso de titânio, pré-selecionado para o caso, é instalado no paciente e, após as etapas necessárias, recebe a coroa. Dessa forma não há necessidade de preparo nos dentes vizinhos ao espaço.

A tabela abaixo demonstra algumas diferenças entre estes os procedimentos, no caso de perda de 1 (um) dente:

Diante do que foi mostrado, vale ressaltar que anamnese e exame clínico corretos são necessários para definir a melhor forma de tratamento.

F0nte: http://www.mdfrossard.com.br/

Dentes e Digestão

Cada dente tem uma função específica na mastigação e a ausência de apenas um dente pode causar prejuízo ao processo digestivo. Enquanto os incisivos e os caninos servem para cortar e dilacerar o alimento, os pré-molares e os molares trituram e moem. A pessoa que não mastiga direito engole pedaços maiores e mais difíceis de serem digeridos, sobrecarregando o estômago. Com o tempo, isso pode causar azia, refluxo, gastrite e outros problemas gastro-intestinais. O enfraquecimento dos dentes devido a traumas (acidentes) ou à perda óssea são fatores que agravam este quadro e acometem principalmente os idosos.

É comum o paciente tentar compensar a falta de um determinado grupo de dentes, forçando mais a mandíbula ou mastigando apenas de um lado, o que causa a chamada mordida torta. As consequências são dores de cabeça, dores musculares na região do pescoço e desgaste dos dentes. Em muitos casos, a melhor solução é optar pelo uso de próteses dentárias. Contudo, ela tem que ser de boa qualidade e bem ajustada à boca do paciente, do contrário pode comprometer a mastigação e agravar ainda mais o problema.

Temos também a opção de substituir a perda de dentes por implantes dentários onde são bem superiores a próteses dentarias convencionais proporcionando melhor mastigação e digestão dos alimentos.

A pessoa que não possui todos os dentes em boas condições acaba evitando certos alimentos essenciais à saúde, como carnes, verduras cruas e frutas, devido à dificuldade em mastigar. Isso limita a dieta aos alimentos moles ou pastosos como mingau, sopas ralas e legumes muito cozidos, causando deficiência de vitaminas e nutrientes. É importante incluir no cardápio do dia-a-dia pratos com couve-flor, brócolis (que ajuda a prevenir o câncer de estômago), cenoura e beterraba, ricas em vitamina A. Entre as frutas, não podem faltar pêra e maçã, que facilitam a digestão, e manga, uma boa fonte de fibras.

Isso sem falar no aspecto psicológico. Para o ser humano, comer é um ato social e é justamente na terceira idade que o convívio com os filhos e netos torna-se mais importante.

É comum o paciente nessas condições evitar sair para jantar fora ou almoçar na casa de parentes por vergonha ou insegurança. Prazeres simples como saborear uma pipoca no cinema ou participar de um churrasco com os amigos acabam se transformando em momentos de tristeza, angústia e insegurança.