Presença de dentista na UTI diminui tempo de internação dos pacientes.

A implantação do Programa de Odontologia Hospitalar nos hospitais trouxe resultados significativos para pacientes. O projeto, que torna obrigatória a presença de dentistas na Unidade de Internamento Intensivo (UTI), diminuiu 30% o tempo de internamento, consequentemente o número de gastos com remédios, segundo os dados do Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel (Natal-RN). Entretanto, ainda há alguns impasses para a implantação do projeto em alguns estados.

Segundo a presidente do Departamento de Odontologia da AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Dra. Teresa Morais, a evolução da Odontologia acarreta um melhor entendimento do estudo de doenças bucais, e cada vez mais os efeitos sistêmicos destas patologias tem sido estudados. Pesquisas científicas relacionam as infecções bucais a outras patologia sistêmicas, considerando como potencial para aumentar ou colaborar com o risco de outras doenças, tornando-se essencial a presença de dentistas na UTI.

O Projeto de Lei 2776/08 do Deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que torna obrigatória a presença de dentistas em todas as unidades de UTIs, foi aprovado em 2013 por unanimidade pelo Senado Federal. Pioneiro no nordeste, está atuando nas unidades de saúde desde janeiro de 2015.

Fonte Dental Press

Estudo relaciona gengivite com dificuldade de engravidar !

Quando chega a hora de engravidar, muitas mulheres já agendam todos os exames ginecológicos recomendados para ter uma gestação tranquila. Acontece que, para o corpo funcionar perfeitamente, todas as engrenagens do organismo devem estar bem cuidadas e isso inclui a saúde bucal. Uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana mostrou que mulheres com doenças periodontais – nas gengivas – demoravam cerca de dois meses a mais para engravidar do que as que tinham a gengiva saudável.

explicação, segundo a ginecologista Camila Cambiaghi, do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, é que a doença periodontal é uma infecção e inflamação na gengiva e nos tecidos ao redor do dente, causada pelo acúmulo de placa bacteriana não removida periodicamente. “Quando o organismo reconhece a presença das bactérias, nosso sistema imune é ativado pela atuação das nossas células de defesa e liberação de citoquinas inflamatórias, proteínas importantes no controle da resposta imune. Essas citoquinas podem cair na corrente sanguínea e se disseminar por todo o organismo, podendo, sim, levar uma dificuldade na concepção”, diz.

Fabia Vilarino, coordenadora do Ambulatório de Endometriose e de Doação de Gametas do Instituto Ideia Fértil, conta que uma pesquisa avaliou o endométrio (a camada interna do útero, responsável pela implantação do embrião) de mulheres que teriam periodontite crônica e identificou alterações importantes que seriam responsáveis por uma maior dificuldade para engravidar. “Mas é válido ressaltar que a infertilidade pode ser multifatorial, ou seja, pode haver mais de uma causa para a dificuldade de engravidar”, ressalta.

Para reverter o quadro 
A causa mais comum da gengivite (e periodontite) é a falta de higiene. A partir do momento em que a mulher planeja engravidar, deve se preparar, com consultas em seu médico obstetra e também prestando atenção na sua saúde bucal, realizando a higiene correta e tendo acompanhamento de rotina com seu dentista.  “É importante que mulheres que já estejam com a gengivite instalada recebam o tratamento pelo dentista antes de engravidar”, afirma Camila. “As visitas regulares a esse profissional e uma boa higiene oral podem evitar a influência sobre a fertilidade”, completa Fabia.

Na gestação 
Ao contrário do que se imagina, a gestação é apenas um fator modificador da doença periodontal e não um causador. “Devido a alterações hormonais, ocorre uma maior vascularização gengival durante a gestação. A gengiva fica mais suscetível, no entanto, o que causa a inflamação é a placa bacteriana, e não a gravidez”, diz Thais Paragis Sanchez, cirurgiã-dentista do Instituto Israelita de Responsabilidade Social.

Isso significa que, devido aos hormônios, as inflamações gengivais podem ser exacerbadas nas gestantes. Nessa fase, há mudanças nos hábitos alimentares – dieta mais rica em carboidratos e a ingestão de alimentos em intervalos menores – e, principalmente, mais formação da placa bacteriana sobre os dentes. A gestante muitas vezes não realiza a escovação da forma adequada, porque a escova e ou a pasta de dentes induzem ao enjôo, e essa deficiência na higiene oral provoca o maior acúmulo da placa sobre os dentes. “Entretanto, se forem realizados acompanhamento profissional e boa higiene oral, elas não terão quaisquer problemas de origem odontológica nesse período”, afirma a especialista.

Fonte: Dental Press