Cirurgiões-dentistas têm autorização para utilização da toxina botulínica e dos preenchedores faciais.

O Conselho Federal de Odontologia, em representação da classe Odontológica, vem a público manifestar o sentimento de repúdio, indignação e descontentamento em relação à entrevista realizada na noite de ontem (18 de setembro de 2017) na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo com o Dr. Luciano Chaves – Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, relacionada à aplicação da toxina botulínica e de preenchedores faciais.

Contrariamente ao que foi dito na referida entrevista, os cirurgiões-dentistas não estão sujeitos ao Ato Médico, ao passo em que possuem regulamentação própria estabelecida pela Lei Federal nº 5.081/66, que estabelece a competência do cirurgião-dentista, o autorizando a prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia.

Por oportuno, cumpre esclarecer à sociedade brasileira que a Odontologia é uma profissão de saúde supervisionada pelos Conselhos Regionais e Federal de Odontologia, que possuem como finalidade a defesa da ética profissional.

Em decorrência dos poderes conferidos pela Lei nº 4.324/64, o Conselho Federal de Odontologia editou a Resolução CFO nº 176/2016 que, em consonância ao o que estatui a Lei nº 5.081/66, autoriza a utilização da toxina botulínica e dos preenchedores faciais, desde que respeitada a área de atuação da Odontologia.

A sobredita Resolução foi baseada na legislação vigente, sem ofender a Lei nº 12.842/2013 que dispõe sobre o Ato Médico, na medida em que o cirurgião-dentista, desde a sua formação universitária domina, de forma diferenciada, a anatomia da região crânio-cérvico-facial, o que legalmente garante o respaldo para a sua tradicional atuação na face.

Assim sendo, ao contrário do que foi equivocadamente veiculado na entrevista realizada na Rádio Jovem Pan, constata-se que a utilização da toxina botulínica e dos preenchedores faciais não é de uso restrito dos médicos.

Em razão disso esta Autarquia Federal tomará as providências cabíveis perante a Rádio Jovem Pan de São Paulo, a fim de que lhe seja possibilitado o exercício do direito de resposta em relação ao o que foi veiculado, com o mesmo destaque, publicidade e dimensão da matéria que ensejou a alegada ofensa, conforme preconiza aLei Federal nº 13.188/2015.

JULIANO DO VALE, CD
PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA

Fonte: http://cfo.org.br/

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Nova substância é eficaz no combate da neuralgia do trigêmeo.

Pesquisadores da Universidade de Zurique descobrem nova substância capaz de inibir de forma eficaz a dor causada pela neuralgia do trigêmeo, sem causar sobrecargas.

A neuralgia do trigêmeo é caracterizada por uma dor aguda e lancinante nos dentes ou em uma região facial, e o tratamento padrão para esta dor crônica nervosa pode causar efeitos colaterais de sobrecarga. Uma nova substância pode inibir eficazmente a dor e é bem tolerada, conforme documentado pelos resultados iniciais de um estudo internacional envolvendo o Centro de Medicina Dentária da Universidade de Zurique.

Neuralgia do Trigêmeo

A dor aguda dispara para o rosto ou dentes e atormenta seriamente os pacientes, é uma das piores dores crônicas nervosas. As crises são desencadeadas pelo toque, como se barbear, colocar maquiagem, tomar banho, falar e escovar os dentes, ou até mesmo por uma rajada de vento. A causa é geralmente uma irritação do nervo trigêmeo, o nervo craniano responsável pela inervação sensorial da área facial, partes do couro cabeludo e cavidade oral.

No entanto, agora há um lampejo de esperança para os pacientes graças a uma substância recentemente testada, que pode reduzir a dor a um nível tolerável, conforme indicado pelos resultados promissores de um estudo de fase II internacional envolvendo o Centro de Medicina Dentária da Universidade De Zurique.

Sobre a pesquisa

Os sinais de dor atingem o cérebro através da ativação de canais de sódio localizados nas membranas das células nervosas. O canal de sódio “1,7” é freqüentemente expresso em nervos condutores da dor e quando há maior intensidade de dor existe uma ligação a uma maior atividade do canal. Assim, o bloqueio deste canal de sódio por um anestésico local inibe a dor. Na neuralgia do trigêmeo, presume-se que o dano do nervo está na base do crânio, sendo esta região difícil de alcançar por injeções locais e, portanto, necessitando de tratamento medicamentoso.

A nova substância BIIB074 que foi testada neste estudo de fase II inibe o canal de sódio 1.7 dependente do estado, o que significa que quanto mais ativo este canal de sódio estiver, mais forte será bloqueado por BIIB074. Já os fármacos atualmente disponíveis bloqueiam o canal de sódio 1.7 independentemente da atividade do nervo, o que normalmente resulta em efeitos colaterais de sobrecarga.

Qual a importância da pesquisa?

“Ao contrário dos medicamentos convencionais, que muitas vezes causam cansaço e problemas de concentração, BIIB074 não só foi eficaz, mas também muito bem tolerado”, explica Dominik Ettlin, especialista em odontologia da UZH. “Vamos agora testar a nova substância em muito mais assuntos durante a próxima fase de estudo, o que irá revelar se a nova esperança de alívio da dor mais eficaz é justificada”, conclui.

Cerca de 13 pessoas em cada 100 mil são diagnosticadas com neuralgia trigeminal todos os anos – que é de cerca de 1 mil e 100 em toda a Suíça. Neuralgia do trigêmeo afeta mais mulheres do que homens, a maioria dos quais são pensionistas. Cerca de um por cento de todos os pacientes com esclerose múltipla desenvolver neuralgia trigeminal.

Fonte: ScienceDaily

Abrir cervejas com os dentes pode!?

O QUE ACONTECE?

Os pré-molares têm duas cúspides unidas por esmalte e dentina com um sulco profundo entre elas no qual se encaixa os dentes opostos. Ao pegar a garrafa e tirar sua tampinha de metal, a apreensão é feita por encaixe entre as duas cúspides. Ao fazer uma alavanca com a garrafa para remover a tampa, há uma força enorme que pode fazer “separar” as duas cúspides do dente que silenciosamente fratura-se sem sinal clínico e permanece como uma trinca com as partes bem adaptadas.

Apenas semanas ou meses depois começa a ter dor, mobilidade e sangramentos. Nas imagens radiográficas e tomográficas, a justaposição dos dois fragmentos dentários é tão discreta que nem permitem um diagnóstico imedia to. Este tipo de fratura vertical leva à perda do dente.

O movimento de alavanca da garrafa para remover a tampa desloca imperceptível e subitamente o dente no alvéolo: é um traumatismo tipo concussão. Pode lesar os vasos sanguíneos que entram na raiz e a polpa sucumbe por falta de irrigação o que se chama de Necrose Pulpar Asséptica.

Não há dor e o que faz procurar o profissional é a cor escura que interfere na estética. Aos poucos, os produtos da necrose tecidual atingem o forame apical e, embora não contaminados, são agressivos induzindo lesões, inclusive cistos. A abertura de garrafas com os dentes pode induzir reabsorções dos tecidos mineralizados do dente como a Interna, por Substituição e Cervical Externa. O paciente não faz relação com a sua mania de abrir cervejas com os dentes!

SUGESTÃO

Abrir garrafas de cerveja com os dentes deve ser desencorajado, pois a potencialidade agressiva é muito grande, inclusive com perda do dente. Nas propagandas, deve-se ter o cuidado para que este ato deletério não seja exposto, pois pode estimular sua repetição pelas crianças, jovens e adultos não esclarecidos. Os órgãos, associações e sociedades odontológicas devem atuar junto à mídia para suspender eventuais ocorrências que ocorre por desconhecimento dos produtores e idealizadores destas peças publicitárias.

Escrito por Dr. Alberto Consolaro

Fonte: https://www.dentalpress.com.br/portal/abrir-cerveja-com-os-dentes-alberto-consolaro/